INSTALAÇÕES
INSTALAÇÕES
INSTALAÇÃO Jardim de luz
Obra de Pietro Oliveira com Welington Carvalho Santana
Cenografia: Alexandre Rousset
Onde: Museu Casa Padre Toledo (porão)
Horário de funcionamento: quinta e sexta-feira, das 10h às 17h; sábado, das 10h às 16h30; domingo, das 9h às 15h
No porão do Museu Casa Padre Toledo, um jardim se acende. As luminárias Tatá, criadas pelo designer mineiro Pietro Oliveira em colaboração com o artesão Welington Carvalho Santana, de Prados, MG, revelam a força poética do encontro entre o contemporâneo e o tradicional. Dentro de redomas de vidro, flores de palha de milho moldadas à mão pelo artesão brilham em delicadas composições luminosas.
Essa instalação é mais que um espaço de contemplação: é um gesto de reconhecimento ao artesanato que, ao iluminar a obra do designer, transforma o saber tradicional em poesia visível, trazendo novas formas de beleza e sentido à memória coletiva.
INSTALAÇÃO Pacto, Conluio e Separação
Obras de Francisco Nuk
Onde: Museu Casa Padre Toledo (jardim)
Horário de funcionamento: quinta e sexta-feira, das 10h às 17h; sábado, das 10h às 16h30; domingo, das 9h às 15h
O artista mineiro Francisco Nuk apresenta uma instalação composta por três obras que se conectam entre si: Pacto, Conluio e Separação. As peças partem de uma investigação sobre Tiradentes, personagem central da Inconfidência Mineira, cuja biografia carrega lacunas e ambiguidades que até hoje despertam diferentes interpretações de historiadores e estudiosos. Essas zonas de silêncio e dúvida instigaram a curiosidade de Nuk, que traduz no trabalho a multiplicidade de olhares possíveis sobre um mesmo personagem.
Ao mesmo tempo em que dialoga com a história, a instalação se abre para o presente ao propor uma reflexão sobre os limites e atravessamentos entre design e arte. Suas formas e materiais convidam o público a observar como conceitos históricos podem se transformar em objetos contemporâneos, capazes de provocar debate e ampliar percepções.
Dispostas no jardim do Museu Casa Padre Toledo, as três obras criam um percurso visual e simbólico, onde passado e presente se encontram, e onde cada visitante pode compor a sua própria interpretação.
INSTALAÇÃO Som e Movimento – Tiradentes
Obra de André Ferri e Vito Quintan
Onde: Largo das Forras
A praça ganha novos sentidos com a instalação Som e Movimento. Estruturas metálicas criam um volume arquitetônico integrado ao espaço urbano, iluminado à noite para ressaltar formas e atmosferas. No centro da experiência estão os Balanços de Chão, agora em versão de concreto, distribuídos pela praça como convite ao descanso e à contemplação. Ao se sentar, o público ativa fragmentos sonoros que traduzem a alma de Tiradentes: o Congado, o apito da Maria Fumaça, os sinos, os trotes de charrete, as águas das cachoeiras. Entre luz, forma, som e movimento, a instalação transforma a praça em um espaço lúdico e afetivo, onde arquitetura, memória e sensibilidade se encontram.
INSTALAÇÃO Beco
Obra de Zoom Urbanismo Arquitetura Design e Brasileiro Studio
Oferecimento: ABPMA (Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano) e R3 Mogno
Apoio: Coral com Oficina as Tintas, Império dos Jardins, Massiva Engenharia e Parafuso e Cia.
Onde: Beco Zé Moura
A intervenção busca o resgate de relações e narrativas, por vezes invisibilizadas, na história da cidade de Tiradentes. A construção do circuito, torna protagonista um espaço que é geograficamente e historicamente tomado como passagem e marginal. A instalação busca conexões entre passado e presente, permitindo que anseios se projetem ao futuro especulativo do percurso. A ausência de definição começo-fim é a premissa de fluir e usufruir do espaço, portanto o BECO convida para além dos debates sociais, urbanos e antropológicos, aproximações e atualizações acerca de intervenções na memória e no patrimônio histórico brasileiro.
INSTALAÇÃO Trama Líquida
Obra de Ana Vaz com Jacqueline Basílio
Apoio: EcoSimple
Onde: Varanda da Câmara
A artista têxtil Ana Vaz parte da escuta do material para criar esta instalação, na qual resíduos de fios e tecidos — estopas e ourelas fornecidas pela EcoSimple — tornam-se matéria-prima de novas narrativas. A cada metro de tecido produzido, a indústria retira do meio ambiente 8 garrafas PET e 500g de retalhos têxteis, traduzindo em prática a lógica da continuidade e da transformação.
Guiada por essa potência, Ana reorganiza as sobras em um corpo têxtil que se expande no espaço como se fosse água em movimento. Entre azuis líquidos e tons terrosos, a obra remete a rios e mares livres de resíduos, onde se encontram pedras, corais, algas e areias, todos entrelaçados num fluxo contínuo de vida.
INSTALAÇÃO: Minas em linhas Gerais
Obra de Renato Imbroisi, Cristiana Barretto com bordadeiras de Minas Gerais
Agradecimento: Residencial Boa Vista
Idealização e coordenação: Cristiana Barretto e Renato Imbroisi
Onde: Largo das Mercês (gramado)
A instalação celebra a tradição e a diversidade do bordado mineiro. A mostra nasceu do encontro entre o designer Renato Imbroisi, a pesquisadora Cristiana Pereira Barretto e o grupo Bordadeiras da Serra da Moeda, em Brumadinho, e reúne bordadeiras e bordadores de diferentes regiões do estado.
As barracas de acampamento bordadas por artesãs de cidades como Ouro Preto, Timóteo, Conselheiro Lafaiete e muitas outras narram, em fios e pontos, as paisagens, memórias e símbolos de Minas Gerais: serras e cristais, festejos e religiosidade, quitandas e queijos, estradas e histórias que atravessam o tempo. Mais que uma técnica, o bordado aqui é linguagem, identidade e poesia visual, revelando a força criativa e a beleza cultural de Minas em suas múltiplas linhas.
INSTALAÇÃO Ponto Raiz
Obra de Marcus Camargo com Associação Mulheres Coralinas
Onde: Instituto Rouanet
Horário de funcionamento: quinta a sábado, das 10h às 19h; domingo, das 10h às 14h
A coleção Ponto Raiz nasce da união entre o Estúdio Marcus Camargo e a Associação Mulheres Coralinas, celebrando a força do encontro entre o artesanal e o design, da potência do coletivo e da poesia dos fios. Fios que se multiplicam em pontos, como raízes que se expandem e abraçam os objetos em madeira e cerâmica.
O ponto, linguagem universal do crochê e a raiz, símbolo da ancestralidade, daquilo que sustenta e conecta com a vida, com a origem. Assim, o crochê não é apenas ornamento, é presença viva nas criações e traduz a identidade e memória de cada artesã.
INSTALAÇÃO Sombrear
Obra de Tereza Portugal, Sônia Úrsula, Ana Sobral e coletivo Mulheres Criativas
Onde: Centro Cultural Yves Alves
Horário de funcionamento: quinta-feira a sábado, das 10h às 21h; domingo, das 10 às 17h
O projeto Mulheres Criativas nasceu inspirado pela AMAT e do desejo de construir um espaço de encontro e criação. Hoje, reúne 11 mulheres em oficinas de cerâmica e artes manuais, sob a coordenação da ceramista Tereza Portugal, com o apoio de Sonia Ursula, artesã e educadora social, e de Ana Sobral, artista visual e educadora ambiental.
As participantes — Maria Lúcia Aparecida da Paz, Eliana Santos, Zélia Marta de Oliveira, Odília Paineira de Freitas, Valéria Borges Siqueira, Tailana Estevam Moreira, Ermínia Trindade do Nascimento e Priscila Santos — aceitaram o desafio de produzir folhas de cerâmica em diferentes tamanhos, texturas, cores e matrizes. Essas peças se unem em uma instalação artística concebida especialmente para o festival.
Mais do que objetos, cada folha carrega histórias de autonomia, renda, autoestima e transformação social. “Sombrear” convida o olhar a repousar, a escutar os vazios entre um sopro e outro, a sentir que a vida também é feita de desprendimentos. É deixar-se tocar pelo que cai, pelo que se move e, mesmo sem raiz, continua semeando poesia sobre a terra.