Casa D’Preto
PROGRAMAÇÃO CASA D’PRETO
Curadoria: Heloísa Nascimento e Pedro Rubens
Local: Sobrado Ramalho (sede Iphan)
Horário de funcionamento:
15 a 17 de outubro, quinta-feira a sábado, das 10h às 21h
18 de outubro, domingo, das 10h às 17h
Na Casa D’Preto, o visitante vai encontrar uma experiência imersiva de arquitetura, arte e cultura afro-brasileira que ressignifica o histórico Sobrado Ramalho. O espaço reúne exposição com 17 artistas, o Encontro Nacional do Arquitetura D’Preto, lançamentos de tecnologias, obras de arte e coleções de design, além de uma programação viva com congado, música, cinema, culinária e oficinas. É um território de memória, afeto, celebração e visões de futuro.
TODOS OS DIAS
EXPOSIÇÃO Orí-gem
Orí-gem é uma exposição coletiva que reúne trabalhos de 18 artistas, desenvolvidos a partir de diferentes materiais, técnicas e linguagens, como pintura, escultura, fotografia, colagem digital, xilogravura, fundição em metal, trabalhos em parafina, artesanato, design de objetos e luminárias, entre outros modos de fazer. A mostra parte do encontro entre memórias, saberes e práticas e se organiza a partir de quatro princípios: Saber, Técnica, Corpo e Território, presentes nas trajetórias dos artistas e nas obras apresentadas.
Artistas: Arthur Cosfer, Bruno Amarante, Bruno Souza, Claudinei Nascimento (Mestre Prego), Dih Morais, Élida Nascimento, Elizabeth Ramos, Felipe Sant’Anna, Gilberto de Paula, Greice Rosa, Hudson Silveira, Lilian Almeida, Luanna Morais, Lucas Santana, Selma Maria, Thiago Luiz Guimarães e Caetano, Vitória Denia e Wagner Trindade.
EXPOSIÇÃO Ewés, makaia e jinsaba: o circuito-vivo das paisagens afromineiras, de Tainã Dorea
As plantas são o lar da cultura afrodiasporica. Como escreve Leda Maria Martins: “nós quintais das casas e terreiros, o corpo se integra em uma paisagem verdejante, pintada pelas múltiplas cores e propriedades dos alimentos, das folhas, ervas e raizes”.
A partir disso, o paisagismo é mais do que uma área verde da casa: é narrativa, compondo um circuito-vivo que inicia na Casa D’Preto, contando a história das paisagens afro-mineiras.
Os terreiros, quintais, quilombos e congadas são paisagem-eeferencia na escolha das ewés ou makaia. O jardim mostra as especificidades do território e como as manifestações culturais afrodiasporicas são expressões que podem inspirar a concepção paisagística.
EXPOSIÇÃO O Terreiro, de Alexandre Salles
O arquiteto Alexandre Salles chega à Casa D’Preto para transformar o quintal em território de encontro, celebração e partilha de saberes. Como curador convidado, parte das referências do território mineiro para construir um espaço onde memória, ancestralidade e vida cotidiana se encontram. Aqui, o terreiro não é apenas cenário, é lugar de permanência, transmissão e criação. Um espaço vivo, onde os saberes circulam, os corpos se encontram e a memória se refaz coletivamente.
EXPOSIÇÃO O Altar. Licença pra entrar, de Alexandre Salles
Fazer de uma senzala um altar é reconhecer a dor que a atravessou sem permitir que ela seja a única narrativa capaz de defini-la. Nossos ancestrais também nos legaram modos de permanecer, proteger a vida e produzir sentido. Onde houve tentativa de apagamento, a ancestralidade produziu continuidade. Este altar nasce desse gesto, pedir licença, agradecer, pedir a bênção e reconhecer o sagrado como território de memória, resistência e pertencimento. Nos congados, nos terreiros, nas festas, rezas e cantos, a fé permanece como elo entre os que vieram antes e os que seguem aqui.
15 DE OUTUBRO, QUINTA-FEIRA
Das 10h às 12h – LANÇAMENTO da Plataforma Arquitetura D’PRETO + café mineiro com Pedro Rubens, Heloísa Nascimento e demais coordenadores do Arquitetura D’Preto
Das 14h às 16h30 – BATE-PAPO A Casa D’Preto: saberes, processos e criação com a equipe de curadoria e artistas da Casa
A Casa D’Preto começa muito antes de ganhar forma como espaço físico. Sua história se constrói a partir das conexões iniciadas em 2020 pelo Arquitetura D’Preto. A Casa representa a consolidação e o enlace dessa trajetória, reunindo pessoas, processos, saberes e criações ao longo do caminho.
O bate-papo reúne Pedro Rubens (fundador do Arquitetura D’Preto) e Heloisa Nascimento (vice-presidenta do Arquitetura D’Preto), ambos curadores da Casa, ao lado de Alexandre Salles (curador convidado), em diálogo com Vitória Condé e Lívia Faria, curadoras territoriais. Juntos, eles se encontram com os artistas que integram a Casa D’Preto para compartilhar seus processos de criação, suas trajetórias e as vivências que fazem parte desse projeto.
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
Das 17h às 18h – LANÇAMENTO Luminárias IGBÁ DE LUZ – A COLEÇÃO, de Dih Morais e Vitória Denia
A coleção de luminárias do designer quilombola Dih Morais e da arquiteta Vitória Denia, presidenta da HUB Arquitetura D’Preto, tem como inspiração a cabaça, elemento sagrado de forte valor ancestral nas tradições afro brasileiras. Símbolo de axé, proteção e conexão espiritual, ela é reinterpretada no design como fonte de luz e significado. Composta principalmente pela arandela, COITÉ, e pela luminária de mesa, PORONGO, a coleção transforma a luz em presença sensível, revelando peças que acolhem, conectam e abrem caminhos.
16 DE OUTUBRO, SEXTA-FEIRA
Das 10h às 11h30 – OFICINA Toque de Tambor com Mestre Prego
Uma vivência rara e inesquecível. Claudinei Matias Nascimento, o Mestre Prego, artesão e capitão do Congado Nossa Senhora do Rosário e Escrava Anastácia, de Tiradentes, conduz esta oficina que une memória, música e ancestralidade. Entre histórias de seus antepassados e a força da cultura africana em solo tiradentino, os participantes vão aprender o toque do tambor e, no dia seguinte, sábado, 17 de outubro, sair em cortejo com o Congado pelas ruas da cidade, a partir das 11h30. Cada inscrito ainda receberá uma maraca feita à mão por Prego e sua esposa, Lucimar Cristina da Silva Nascimento. Uma oportunidade única de viver a tradição no coração de Tiradentes.
Valor: R$ 180,00 (inclui uma maraca)
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
Das 12h às 13h – LANÇAMENTO DE LIVRO História das Pretas com Isabel Goés
Em uma apresentação teatral escolar, qual papel é reservado para a criança preta? De forma irônica, nas comemorações do 13 de maio, a protagonista escolhida tinha cabelos loiros para interpretar a princesa Isabel, enquanto provocações e apelidos voltados aos cabelos cacheados eram tolerados no ambiente de ensino.Em contrapartida, no acolhimento das famílias, narrativas de ancestralidade, celebrações culturais e resistência continuam a ser transmitidas, preservando e honrando a riqueza da identidade negra.
Com profundo orgulho de suas origens africanas, nove educadoras mineiras reúnem nesta obra seus relatos autobiográficos — contos sensíveis, corajosos e movidos pela fé e pela busca de seus sonhos.
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
Das 13h às 14h – DEGUSTAÇÃO Feijoada Mineira
Das 14h30 às 15h30 – LANÇAMENTO DO LIVRO Casca: manifesto de dor, cura e luz com Élida Nascimento
Nesta obra, o manifesto é a dor, a arte é a cura e a luta antirracista é a luz. Através de uma narrativa visceral que transita entre o relato pessoal, o pensamento crítico e a potência da arte contemporânea, a autora nos convida a encarar as “cascas” que construímos para sobreviver a um sistema que tenta aniquilar identidades. Aqui, o ser humano é visto em sua fragilidade e resiliência, materializado em esculturas de concreto que figuram vidas feridas, mas que não se deixam silenciar.
Mais do que um diário ou um catálogo, este livro é um movimento de resistência. É o registro do momento exato em que o propósito atravessa a casca, rompe a ferida e ilumina o mundo. Uma leitura indispensável para quem busca compreender o racismo estrutural e, acima de tudo, para quem acredita que o propósito é sempre maior do que a dor.
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
Das 16h às 18h – OFICINA Paisagismo Afrorreferenciado: pintura em vasos com arte afromineira com Tainã Dorea
Ao longo da oficina, serão apresentadas referências de manifestações artísticas afrodiaspóricas mineiras, destacando seus elementos visuais, simbólicos e culturais. Além disso, serão apresentados artistas como Rubem Valentim e Abdias Nascimento como reflexão da representação dos símbolos afrodiaspóricos.
Na etapa prática, as participantes pintarão vasos, incorporando em suas criações elementos e referências apresentados ao longo da oficina.
Valor: R$ 187,50
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
Das 18h30 às 20h30 – EBAN CELEBRA com DJ Bitrinho
VIDEO MAPPING de Guimarães e Caetano
A sessão de discotecagem conduzida por Bitrinho, celebrará a potência e a riqueza da música popular brasileira preta. A partir de clássicos e referências como Tim Maia, Jorge Ben Jor, entre outros grandes nomes, a seleção percorre diferentes sonoridades, ritmos e gerações que ajudaram e ajudam a construir a identidade musical brasileira.
17 DE OUTUBRO, SÁBADO
Das 10h às 11h30 – OFICINA Toque de Tambor com Mestre Prego
Uma vivência rara e inesquecível. Claudinei Matias Nascimento, o Mestre Prego, artesão e capitão do Congado Nossa Senhora do Rosário e Escrava Anastácia, de Tiradentes, conduz esta oficina que une memória, música e ancestralidade. Entre histórias de seus antepassados e a força da cultura africana em solo tiradentino, os participantes vão aprender o toque do tambor e, no dia seguinte, sábado, 17 de outubro, sair em cortejo com o Congado pelas ruas da cidade, a partir das 11h30. Cada inscrito ainda receberá uma maraca feita à mão por Prego e sua esposa, Lucimar Cristina da Silva Nascimento. Uma oportunidade única de viver a tradição no coração de Tiradentes.
Valor: R$ 180,00 (inclui uma maraca)
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
OFICINA Conexões (13h30 às 18h30) – O 1º Encontro Nacional do HUB Arquitetura D’Preto chega para fortalecer nossa rede, integrar os núcleos estaduais e criar um espaço potente de troca sobre nossas experiências, desafios e horizontes.
Confira as mesas e inscreva-se:
Das 13h40 às 14h30 – OFICINA Conexões: MESA 1 Comunicação, visibilidade e mercado com Lana de Morais e João Gabriel
Reflexão estratégica sobre a ampliação da narrativa afrodiaspórica nos meios de comunicação, o fortalecimento do posicionamento de profissionais negros no mercado e a criação de redes sustentáveis de trabalho e oportunidade.
Das 14h40 às 15h30 – OFICINA Conexões: MESA 2 Academia, território, pesquisa e ATHIS com Diogo Chagas e Ramon Luz
Debate voltado para a democratização do direito à cidade e ao habitat digno, articulando a pesquisa acadêmica antirracista, a extensão universitária e a prática da Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) nos territórios perféricos e comunidades tradicionais.
Das 15h40 às 16h30 – OFICINA Conexões: MESA 3 Incidência política e ocupação institucional com Cecília Amorim e Jadiel Lopes
Discussão direcionada a estratégias de participação, representatividade e atuação de arquitetos(as) negros(as) em conselhos profissionais, órgãos públicos, entidades de classe e espaços decisórios de formulação de políticas urbanas.
Das 16h40 às 17h30 – OFICINA Conexões: MESA 4 – Memória e Patrimônio com Amanda Fernandes e Pedro Rubens
Investigação e preservação dos acervos, saberes tradicionais e patrimônios materiais e imateriais negros, combatendo o apagamento histórico e promovendo o resgate de identidades territoriais e culturais.
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.
Das 17h40 às 18h30 – OFICINA CONEXÕES Plenária final e plano de ação
Das 18h30 às 20h30 – EBAN CELEBRA com DJ Bitrinho
VIDEO MAPPING de Guimarães e Caetano
A sessão de discotecagem conduzida por Bitrinho, celebrará a potência e a riqueza da música popular brasileira preta. A partir de clássicos e referências como Tim Maia, Jorge Ben Jor, entre outros grandes nomes, a seleção percorre diferentes sonoridades, ritmos e gerações que ajudaram e ajudam a construir a identidade musical brasileira.
18 DE OUTUBRO, DOMINGO
Das 10h às 11h – BATE-PAPO O Templo Umbandista Caboclo Sete Flechas e a Costura Sagrada no Oyó Atelier com Mãe Lunna de Iansã
Neste bate-papo, Mãe Lunna de Iansã — sacerdotisa e dirigente espiritual do T.U. Caboclo Sete Flechas — compartilha sua trajetória na Umbanda e a intersecção entre fé, tradição e criação. A conversa aborda a vivência diária do terreiro e a prática da Costura Sagrada no Oyó Atelier, onde tecidos, agulhas e axé se encontram para vestir o sagrado. Um momento de escuta e reflexão sobre a preservação das vivências afro-brasileiras, o respeito à religiosidade e a estética das vestimentas rituais.
O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.