PROGRAMAÇÃO CASA PARÁ

Realização: Coletivo Chuvadas4 (A Casa Como Ela É + Gua Arquitetura)

Oferecimento: Sebrae PA

A Casa Pará chega à 10ª Semana Criativa de Tiradentes em novo endereço e ainda mais vibrante. Neste ano, ocupa parte do Museu de Sant’Ana e ganha também a rua ao lado, levando para o centro histórico de Tiradentes um pouco da intensidade, das cores e da alegria da cultura paraense.
A ocupação reúne artistas, designers e criadores do estado e mergulha em referências que fazem parte do imaginário e da identidade do Pará. O universo do Círio de Nazaré, as festas populares, a música, a arte e os saberes tradicionais se encontram em uma programação que mostra um Pará múltiplo, contemporâneo e profundamente conectado às suas raízes.

TODOS OS DIAS

INSTALAÇÃO Cartas para Nazaré, de Jair Tagore

A experiência da Casa Pará começa pela fé.
Na fachada do Museu de Sant’Ana, a instalação Cartas para Nazaré, de Jair Tagore, apresenta promessas de devotos transformados em quadros.
São relatos de pedidos, agradecimentos, promessas e histórias pessoais dirigidas a Nossa Senhora de Nazaré. As cartas revelam uma dimensão íntima do Círio: antes da multidão, existem histórias individuais. Pessoas que pedem, agradecem, esperam e estabelecem relações particulares com a santa.
Na parte inferior da fachada, fitas associadas aos pedidos e à devoção ampliam a instalação e fazem com que essa relação entre fé e espaço público comece antes mesmo da entrada no museu.

INSTALAÇÃO Cortejo Pavulagem

Um corredor de fitas e chapéus coloridos cria uma passagem inspirada na visualidade dos cortejos do Arraial do Pavulagem durante o período do Círio. O Arraial do Pavulagem é um movimento cultural paraense criado para valorizar e preservar as tradições populares da Amazônia. Seus cortejos acontecem pelas ruas de Belém, reunindo músicos, dançarinos e personagens como os bois-bumbás, ao som de carimbó, toadas e ritmos regionais. Mais do que uma festa, o cortejo busca manter vivas as manifestações culturais do Pará e aproximar a população dessas tradições.
Mais do que um elemento cenográfico, o corredor funciona como passagem simbólica: atravessá-lo é deixar a rua de Tiradentes e começar a entrar no nosso arraial paraense.

INSTALAÇÃO Círios

Jardim Círio reúne objetos, personagens e situações que fazem parte da paisagem de Belém durante o Círio. A mesa da tacacazeira, a bike som, o pipoqueiro e as bolas de plástico coloridas revelam o que acontece ao redor da grande procissão, nas ruas, calçadas e praças.
A instalação traz para Tiradentes fragmentos desse cotidiano marcado por comida, comércio, música, brincadeira e convivência. Entre eles, estão o tacacá, iguaria à base de tucupi que atravessa gerações, e a bike som, tradicional meio de comunicação popular que integra a paisagem sonora e a cultura urbana de Belém.

INSTALAÇÃO Visualidade ambulante, de Marcone Moreira

Há uma estética que nasce da necessidade, do uso e da própria rua.
Em Visualidade Ambulante, o artista Marconi Moreira reúne mais de 30 caixas de isopores trocadas com que utilizaram as caixas em suas atividades.
Marcadas pelo tempo, pelas adaptações, inscrições, cores e soluções de seus proprietários, essas caixas deixam de ser percebidas apenas como objetos utilitários e passam a revelar uma visualidade própria.
Na Casa Pará, elas ajudam a olhar para os trabalhadores e vendedores ambulantes que também constroem a paisagem do Círio e fazem parte da memória visual das ruas de Belém durante a festa.

INSTALAÇÃO Promessas, da Gua Arquitetura

A promessa transforma a fé em gesto.
Nesta instalação assinada pela Gua Arquitetura, velas e cera são o ponto de partida para falar sobre a relação dos devotos com seus votos, pedidos, agradecimentos e promessas.
A materialidade da cera conduz a experiência de design e remete a uma das imagens mais presentes na devoção popular: acender uma vela como manifestação de fé, esperança, agradecimento ou compromisso.
É uma instalação sobre aquilo que se pede, aquilo que se agradece e aquilo que se cumpre.

INSTALAÇÃO Se tem Círio, tem aparelhagem

Se o Círio é fé, ele também é rua, encontro e festa.
Nas janelas do fundo do Museu de Sant’Ana, voltadas para a praça, faixas reais de aparelhagens paraenses passam a integrar a arquitetura do edifício. A instalação apresenta uma visualidade imediatamente reconhecível da cultura popular paraense e estabelece uma relação entre o sagrado e o profano que convivem durante o período do Círio.
As aparelhagens, suas festas, seus nomes e sua comunicação visual fazem parte de uma Belém que celebra de muitas maneiras. Trazê-las para Tiradentes é reconhecer essa dimensão musical, gráfica e popular como parte do grande arraial que a Casa Pará constrói.

EXPOSIÇÕES O Grande Arraial de Nazaré, de Guy Veloso, Marinaldo Santos, Pati Brasil, Shayra Broteo, Tainah Fagundes, Walda Marques

No centro da experiência da Casa Pará está o grande arraial. que reúne fotografias, imagens e trabalhos de artistas paraenses como Pati Brasil, Guy Veloso, Walda Marques, Marinaldo Santos e Tainah Fagundes, compondo diferentes olhares sobre o Pará, sua gente e suas manifestações culturais.

EXPOSIÇÃO Iconopop Amazonista, de Jonathan Camelo

Na parte inferior do Museu de Sant’Ana, a exposição Iconopop Amazonista, do artista e pesquisador amazônico Jonathan Camelo, investiga os encontros entre moda, imagem, música e cultura das aparelhagens.
A exposição reúne fotografias e criações de moda inspiradas nas visualidades do tecnobrega e das aparelhagens de som do Norte do Brasil.
Cores, formas, códigos gráficos e referências dessa cultura popular são deslocados para a fotografia e para o vestuário, revelando como uma estética criada e transformada nas periferias e festas amazônicas também produz linguagem, identidade e moda.

15 E 16 DE OUTUBRO, QUINTA E SEXTA

Das 9h30 às 10h30 e das 16h às 17h – AULA-TOUR Um percurso para além do Círio com Michel Pinho

Durante três dias da Semana Criativa de Tiradentes, a Casa Pará também poderá ser percorrida com a mediação do professor e historiador Michel Pinho.
Duas vezes ao dia, Michel conduz uma aula-tour pelas instalações e exposições, contextualizando os símbolos, histórias e manifestações presentes no projeto.
O percurso transforma a Casa Pará em uma experiência de letramento amazônico: não apenas apresentar objetos e imagens, mas oferecer repertório para que o visitante compreenda de onde eles vêm, quem os produz e o que representam dentro da cultura paraense.

O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.

Das 17h30 às 19h30 – Hora do Tacacá e Sunset com DJ Shayra Brotero

No centro do Grande Arraial, no pátio do Museu de Sant’Anna, uma nave de aparelhagem, que já recebeu DJs paraenses como Dinho, Mary e Juninho. transforma o espaço em lugar de música e encontro. É ali que a DJ Shayra Brotero se apresenta em homenagem à Festa da Chiquita, tradicional celebração da diversidade LGBTQIA+ e Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Pará.

17 DE OUTUBRO, SÁBADO

Das 9h30 às 10h30 – AULA-TOUR Um percurso para além do Círio com Michel Pinho

O link acima estará ativo a partir de 5 de outubro.
Chegue até 15 minutos antes da atividade para garantir a sua vaga. Passado esse horário, a mesma poderá ser disponibilizada para a lista de espera.

Das 17h30 às 19h30 – Hora do Tacacá e Sunset com DJ Shayra Brotero