EXPOSIÇÕES E INSTALAÇÕES

EXPOSIÇÃO ESPECIAL Tesouro cotidiano
Expografia: Alexandre Rousset
Local: Centro Cultural Yves Alves (sala Padre Toledo)

A mostra reúne uma seleção de peças desenvolvidas nos dez anos da Semana Criativa de Tiradentes, fruto dos encontros e trocas entre designers e artesãos. Um recorte dessa trajetória que revela diferentes saberes, técnicas e modos de fazer e mostra como a criação compartilhada pode renovar tradições sem apagar suas origens.

EXPOSIÇÃO Design feito à mão com artesãos e designers da SCT 2026
Expografia: Alexandre Rousset
Local: Centro Cultural Yves Alves (foyer)

A já tradicional exposição apresenta os produtos desenvolvidos ao longo deste ano no projeto da Semana Criativa de Tiradentes, resultado de encontros entre artesãos e designers que uniram tradição e inovação. Participam desta edição os designers Bruno Niz, Luciana Pires e Paulo Biacchi, em parceria com o cuteleiro Bruno Timochenco, as Ceramistas do Elvas, o coletivo de bordadeiras Construindo Sonhos e o escultor Michael Ferreira.

EXPOSIÇÃO Graça
Obras de Vinícius Rosa Rios
Expografia: Alexandre Rousset
Local: Igreja São João Evangelista

O artista tiradentino Vinicius Rosa Rios é o grande homenageado da 10ª Semana Criativa de Tiradentes. Em “Graça”, sua obra parte do universo dos ex-votos, objetos tradicionalmente oferecidos como forma de agradecimento por uma graça alcançada e que atravessam há séculos a religiosidade e a cultura popular brasileira.

EXPOSIÇÃO Inventário brasileiro
Produtos de designers que já participaram da Semana Criativa
Expografia: Alexandre Rousset
Local: Sobrado Aimorés

Inventário Brasileiro reúne trabalhos de 27 designers que fazem parte da história da Semana Criativa de Tiradentes. Autores de diferentes gerações, trajetórias e linguagens, que revelam, juntos, a diversidade e a inventividade do design brasileiro contemporâneo.

São eles: Alexandre Salles, Alfio Lisi, Amanda Marques e Marcus Ferreira (Decameron / Carbono), Ana Vaz, Bel Lobo, Bruno Niz, Daniela Karam, Fabiana Queiroga, Fernando Jaeger e Yáskara Jaeger (Fernando Jaeger Atelier e FJ Pronto pra Levar!), Gustavo Bittencourt, Igor Sabá, Karol Suguikawa, Luciana Pires (Ateliê Caféadois), Luly Vianna, Maraí Valente, Marcelo Alvarenga e Susana Bastos (Alva Design), Maria Fernanda Paes de Barros (Yankatu), Maria Helena Emediato, Murilo Weitz, Paulo Alves, Carolina Armellini e Paulo Biacchi (Estúdio Fetiche), Pietro Oliveira (Caboco) e Rodrigo Ambrosio.

EXPOSIÇÃO Amálgama botânica: minha colcha de retalhos – 10 anos de madeira guardados por Zé Arns
Obras de José Arns
Local: Casa Criativa

A exposição do designer paranaense Zé Arns reúne peças criadas a partir de sobras de madeira acumuladas ao longo de dez anos de trabalho em sua oficina. Retalhos de diferentes espécies, densidades e épocas são combinados por meio da marchetaria e transformados em novas peças.
Para a mostra, Zé revisita modelos que anteriormente produzia em blocos únicos de madeira, agora recriados a partir da combinação de diferentes texturas e espécies. O conjunto propõe um novo olhar para materiais que seriam descartados, transformando as sobras do processo de produção em matéria-prima para novos trabalhos.

EXPOSIÇÃO Enquanto houver bobo
Obras de Mestre Gilberto e coletivo Bobo Gaiato
Local: Casa Criativa

A tradição mascareira de Porto de Pedras, em Alagoas, chega à Semana Criativa de Tiradentes em uma exposição que reúne oito máscaras originais do saudoso Mestre Gilberto e seis novas peças produzidas pelo coletivo Bobo Gaiato, encabeçado por Thiago Souza, que mantém esse saber em atividade. Feitas a partir de moldes de barro e goma de mandioca, em um processo semelhante ao papel machê, as máscaras impressionam pelas formas, expressões e dimensões, algumas chegando a 78 centímetros. Ao colocar lado a lado as peças de Mestre Gilberto e a produção da nova geração, “Enquanto Houver Bobo” revela a continuidade de uma tradição popular que atravessa gerações e permanece viva em Porto de Pedras.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA Ester Dançando Vogue (2019)
Fotos de João Bertholini
Local: Espaço Raízes

Ester Dançando Vogue é uma sequência de retratos feita durante festa de Natal da Casa Neon Cunha, espaço de acolhimento para a população LGBTI+ de São Bernardo do Campo, SP, em 2019. As 12 imagens compõem de forma literal o que o próprio título diz: Ester dança a música Vogue, de Madonna, formando uma sequência quase cinematográfica dos gestos que lembram a coreografia do voguing, cultura homenageada e celebrada pela cantora, e símbolo do universo LGBTQIAP+.
As imagens formam, além do movimento, uma leitura do que é de extrema importância para todo esse universo: apesar de tudo, celebração é regra e manifesto. Menos de um ano depois da realização destas imagens, Ester, que morava nas ruas, teve mais de 80% de seu corpo queimado, vindo a óbito às vésperas de completar 34 anos.

João Bertholini é colaborador da Semana Criativa desde 2017. Esta exposição é um reconhecimento do talento e agradecimento a nossa parceria.

Das 19h à 1h – VIDEO MAPPING Da Orla ao Caos
Criação audiovisual e video mapping: Darklight Studio
Concepção e curadoria: CASA RIO (Didi Maakaroun e Vivi Baldeija)
Local: Espaço Raízes

Da Orla ao Caos é uma intervenção audiovisual criada para a parede de tijolos do Espaço Raízes. Por meio do video mapping, a superfície transforma-se em uma grande narrativa visual inspirada nas múltiplas identidades do Rio de Janeiro: o mar, a montanha, a floresta, a arquitetura, o movimento urbano, a memória, a cultura popular e as transformações da cidade. As imagens percorrem a construção como uma travessia entre paisagem e cidade, natureza e concreto, beleza e tensão, permanência e transformação.

INSTALAÇÃO O que não é, que é
Obra de Marcelo Maia
Local: Museu Casa Padre Toledo (fachada)

A obra explora as possibilidades do bambu a partir de um trabalho elaborado de técnica, volume e composição. Uma matéria-prima comum ganha uma forma inesperada, revelando o que pode surgir quando um material é investigado com profundidade e levado para além de seus usos mais conhecidos.
O título, carregado de humor e ambiguidade, funciona como uma provocação. Vista de longe, a instalação desperta curiosidade; à medida que o visitante se aproxima, surgem novas percepções sobre sua forma, seus detalhes e, finalmente, sobre o próprio material. A surpresa de descobrir o bambu onde ele não parece estar é parte da experiência e um convite a questionar certezas e olhar o conhecido de outra maneira.

INSTALAÇÃO Pulmão do descarte
Concepção e criação: Flávia Duarte e Manuela Rodrigues
Colaboração: Murilo Weitz
Execução têxtil: Coletivo Tekoá – artesãs Eliane Santiago, Miriam Souza, Rita Franco, Rosana Assis, Rosângela Gomes, Vilma Fortes e Zenair Vinote
Local: Câmara Municipal (varanda)

Criado a partir de sacolas plásticas descartadas, transformadas em fios e tramas de crochê, Pulmão do Descarte coloca o resíduo no centro do olhar e parte de uma constatação simples: não existe “fora”. Aquilo que descartamos permanece na água, no solo, no ar e no mesmo ecossistema que habitamos.
Entre a delicadeza do fazer manual e a urgência ambiental, a instalação transforma rejeito em matéria de criação e propõe uma reflexão sobre o que deixamos no mundo e sobre aquilo que, inevitavelmente, retorna a nós.

EXPOSIÇÃO Território Criativo — Artesanato, Tipologias e Economia Criativa do Ceará
Obras de Casa do Design Cearense
Oferecimento: ADECE (Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará)
Local: Sobrado da antiga prefeitura

A exposição apresenta coleções desenvolvidas pelos designers Brenda Guimarães, Bruno Camarotti, Erico Gondim, Heytor Borges, Igor Sabá, João Crispim e Léo Ferreiro, em parceria com diferentes grupos de artesãos cearenses.
Cada designer trabalha com uma tipologia artesanal, entre cerâmica, couro, fibras naturais, madeira, bordados e outros saberes manuais, revelando a diversidade de técnicas, materiais e modos de fazer presentes no Ceará e suas conexões com o design contemporâneo.
A exposição também apresenta um documentário sobre o desenvolvimento dos projetos.

EXPOSIÇÃO Nas dobras da cor
Obras de Marcos Scorzelli
Oferecimento: Coral
Local: Largo das Mercês

Marcos Scorzelli parte do universo da geometria para criar esculturas tridimensionais a partir do vinco e do corte de chapas de aço, sem perda de material. De uma construção precisa, que explora as possibilidades da própria superfície, surgem peças minimalistas, expressivas e cheias de personalidade.
Nas mãos do artista, a geometria ganha volume, movimento e, aos poucos, se transforma em bichos. As cores vibrantes acentuam contornos e volumes e dão identidade a cada uma das esculturas.

EXPOSIÇÃO Território de Afetos
Obras de Beth Cavalcanti
Cenografia: Paulina Ribeiro de Oliveira
Oferecimento: Semana de Arte de Cataguases e Fundação Bauminas
Local: Espaço Terra

A exposição apresenta um recorte da trajetória e da produção de Beth Cavalcanti, artista que viveu e trabalhou em Tiradentes e integrou o movimento de artistas que, a partir dos anos 1990, contribuiu para transformar a vida cultural da cidade.
Reúne pinturas, desenhos, cerâmicas, objetos e experimentações com diferentes materiais, revelando uma produção marcada pela paisagem, pela natureza, pela vida cotidiana e pelas relações afetivas.
Realizada após sua morte, em 2025, a mostra traz a público parte de um acervo até então preservado entre familiares, amigos e pessoas próximas, destacando sua trajetória e sua contribuição para a cena cultural de Tiradentes.

EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA Fresta
Concepcão e fotos de Biti Averbach e Helena Leão
Curadoria e expografia: Daniela Karam
Local: Taberna D’Omar

Biti Averbach e Helena Leão mostram, em FRESTA, fotografias e objetos que compõem cenas de natureza-morta para um presente que parece ter pressa demais. Carregadas de memória, as obras pretendem criar um contraponto à fugacidade do digital que permeia a vida contemporânea, convidando o olhar a se demorar um pouco mais.

EXPOSIÇÃO JARDIM DE ESCULTURAS
Obras de Marco Ajeje
Local: Villa da Matriz (jardim)

Sete esculturas de grandes dimensões ocupam a paisagem em um jogo de formas geométricas que se sobrepõem e parecem desafiar o equilíbrio. Construídas em ferro, as obras revelam uma vertente do trabalho de Marco Ajeje marcada pela experimentação com formas, volumes e materiais.
Radicado em Tiradentes desde 2008, Marco construiu uma trajetória que atravessa a marcenaria, o restauro, o design e a escultura. Conhecido pelo trabalho com madeiras de demolição e pela transformação de materiais e objetos que carregam as marcas do tempo, o artista também explora o aço e o ferro em sua produção escultórica.
Em Jardim de Esculturas, a solidez do material contrasta com a sensação de instabilidade das formas empilhadas.